sábado, 16 de abril de 2016

Estudantes de Coimbra pedem cassação do título de Lula

Quando criança, li uma biografia de Kepler, o grande matemático. O pai dele lutou numa dura guerra e a mãe ficou com raiva do marido porque estava havendo entrega de honrarias para os heróis e a família dela não havia sido convocada. Quando a discussão familiar já estava insuportável, o pai de Kepler disse para a dasavisada: "os heróis são os que morreram, mulher!". 

Alguns portugueses estão incomodados com o título de doutor honoris causa concedido a Lula em conjunção com as notícias acerca do mesmo. Querem que a universidade retire o título de Lula (http://www.tribunadainternet.com.br/estudantes-de-coimbra-pedem-cassacao-do-titulo-dado-a-lula/). 

Manifestação Lula da Silva por Honoris Causa
FONTE: Estudantes de Coimbra pedem retirada de título de Lula: http://fotos.sapo.pt/jomirife/fotos/manifesta-lula-silva-honoris-causa/?uid=0LUjRjyCmMcHpTnyaZKZ

A Igreja católica foi mais cuidadosa que os reitores de Coimbra, pois demorou uns 200 anos para conceder a um "brasileiro" a sua maior honraria. E os contemporâneos de Kepler, também. De agora em diante, um brasileiro só vai conseguir título em Coimbra com muito esforço. Estudem mais, caros colegas que estão em Coimbra!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A contradição de Lula

Acabo de ler a mensagem de Lula aos deputados (http://www.brasil247.com/pt/247/poder/226177/Lula-fora-da-democracia-haver%C3%A1-caos-permanente.htm). Não acredito que a mensagem fará o efeito esperado por ele. Poderá até fazer efeito contrário ao desejado, pois há contradição na mensagem. Ele diz que é necessário voto para ter legitimidade, e que ele se unirá à Dilma para governar. 

Temer, que teve os mesmos votos de Dilma não teria legitimidade e Lula, que não teve nenhum, seria a salvação governando com Dilma? Como se explicaria isto, meu Deus?

No exterior os governos não falam em golpe.

Os meios de comunicação da Rússia e da China não falam em golpe. Ninguém no exterior parece falar em golpe. Na Rússia, até estão acompanhando os discursos da Câmara dos Deputados (http://br.sputniknews.com/brasil/20160415/4162678/Camara-comeca-discussao-relatorio-recomenda-aberura-processo-impeachment.html). Os chineses falam em julgamento: http://spanish.xinhuanet.com/2016-04/15/c_135280036.htm. Os estadunidenses falam em votação: http://www.voaportugues.com/a/brasil-dilma-impugnacao/3287500.html. Nenhum governo no exterior fala em golpe. Seja qual for o resultado, haverá estabilidade no reconhecimento internacional. Isto é uma vitória da democracia brasileira no plano internacional.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Relatório de Fachin destrói o mandado de segurança de Cardozo

Obiter dictum é a palavra-chave do relatório de Fachin. O PT jamais esquecerá esta palavra latina. No popular, ela significa que "o que abunda, não prejudica".

Eleição do Impeachment de Dilma, véu da ignorância de John Rawls e a solução das crianças

Admitir que um representante do Povo altere o voto em função de manifestações de votos de outros colegas (Efeito cascata!) já é um absurdo muito grande. 

O problema que os ministros do STF estão herculeamente tentando resolver (evitar efeito cascata com divulgação de votos em tempo real) não tem solução, e explico o motivo: Qualquer sistema usado para colher os votos dos deputados é determinístico ou aleatório. Se for aleatório, as primeiras 20 divulgações de voto induzirão efeito cascata, pois todos os deputados sabem que vinte resultados aleatórios num universo de 513 possibilidades dá uma grande probabilidade para o resultado final. Se for determinístico, será fruto da vontade de alguém. E esta vontade deste alguém determinador do sistema, deve ser desconhecida pelos deputados (uma espécie de "véu da ignorância de John Rawls"). Isto é impossível havendo transparência. 

O véu de John Rawls pode ser realizado evitando a divulgação em tempo real, tal como fazem as crianças em suas brincadeiras, mais sérias.

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John Rawls

O meio racional transparente que vejo é o seguinte: os deputados colocam seus votos em uma cédula e a assinam legivelmente e as colocam numa urna. Em seguida a mesa apuradora conta e divulga o voto dado por cada deputado. E o mesmo, confirma nos seus famosos 3 minutos. É basicamente isto o que eles fazem no plenário.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Temer, PT, Impeachment e a sinuca de bico!

Até ontem, Temer era o alvo. Com este pronunciamento que acabo de ouvir (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-divulga-por-engano-audio-com-discurso-que-faria-apos-impeachment-passar-na-camara,10000025839), e que o Brasil todo ouvirá nesta semana, ele deixará de ser o alvo para ser o centro das atenções. Numa linguagem popular, eu diria que ele colocou o PT numa sinuca de bico. O questionamento todo, lembrem-se, era o Impeachment dele, Temer. Agora, passa a ser este pronunciamento. E logo surgirão as comparações com os vazamentos das conversas do Lula com a Dilma. E aí, ele poderá até conseguir um pouco da simpatia do Povo, coisa que atualmente não tem, inclusive por ser pouco conhecido. Se o PT não quiser perder a partida de uma vez por todas, terá que sair desta sinuca, e com bola voadora!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Placar do Impeachment

Dos 122 deputados que ainda não se decidiram explicitamente pelo sim ou pelo não, os adeptos do Impeachment necessitam de mais 65, isto é, 53,27% (http://infograficos.estadao.com.br/politica/placar-do-impeachment/). A parada poderá ser decidida por um único voto. Se houvesse estabilidade neste resultado, o Impeachment provavelmente seria abortado. Mas como há evolução positiva em prol do Impeachment, as chances dele ser aprovado são grandes. O parecer recente de Janot sobre a nomeação de Lula para a Casa Civil, dificulta ainda mais a situação do governo (http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/04/janot-recomenda-ao-stf-que-anule-nomeacao-de-lula-para-casa-civil.html).