Nas primeiras eleições presidenciais alguns adolescentes conheceram uma palavra nova via eleições: abstenção. Perguntavam até quem seria esse candidato, com tantos votos. "É o resultado dos que não vão votar", explicavam os entendidos. Nós pensávamos: "se não votam, não participam e, portanto, não devem influir em nada". Mas os especialistas falavam que eram decisivos. Agora, aparece o Governador do Piauí Rafael Fonteles (estudioso da Matemática como eu) dizendo que se na eleição de hoje o percentual relativo à abstenção baixar de 4%, o PT poderia vencer a eleição. Eu, andei pensando há pouco, por uma hora, e notei que o problema é prático e complexo (envolve muitos ramos do conhecimento, multifário!), matemático e contextualizado.
ABSTENÇÃO PRESIDENCIAL - BRASILjavascriptAno | 1º turno | 2º turno | Diferença 2º-1º
2002 | 17,74% ████████░░ | 20,07% ██████████ | +2,33
2006 | 16,75% ████████░░ | 18,99% █████████░ | +2,24
2010 | 18,12% █████████░ | 21,50% ██████████ | +3,38 <-- maior alta
2014 | 19,39% █████████░ | 21,10% ██████████ | +1,71
2018 | 20,33% ██████████ | 21,30% ██████████ | +0,97 <-- menor alta
2022 | 20,95% ██████████ | 20,59% ██████████ | -0,36 <-- única queda
2026 | 21,08% ██████████ | ???? amanhã |
Fonte: Cálculo com META AI ( https://web.whatsapp.com/).
javascriptABSTENÇÃO PRESIDENCIAL - NORDESTE
Ano | 1º turno | 2º turno | Diferença 2º-1º
2002 | 21,50% ██████████ | 25,70% ████████████ | +4,20 <-- maior alta
2006 | 18,45% ████████░░ | 20,50% ██████████░░ | +2,05
2010 | 18,80% ████████░░ | 21,20% ██████████░░ | +2,40
2014 | 19,10% ████████░░ | 20,80% ██████████░░ | +1,70
2018 | 18,80% ████████░░ | 19,90% █████████░░░ | +1,10 <-- menor alta
2022 | 19,53% █████████░ | 19,29% █████████░░░ | -0,24 <-- única queda
2026 | 18,36% ████████░░ | ???? amanhã |
Fonte: Fonte: Cálculo com META AI ( https://web.whatsapp.com/).
Na série histórica só existiu uma queda, tanto no Brasil quanto no Nordeste, e foi muitíssimo pequena em comparação com 4%. Só uma operação cirúrgica seria capaz de contornar a dificuldade. Faço um convite ao ilustre Governador para elaborarmos equações modeladores para diferentes cenários e problemas eleitorais, bem como programas solucionadores dos mesmos. Assim procedo, porque esta eleição colocou a matemática eleitoral/teoria do jogos em um novo patamar.